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domingo, 19 de novembro de 2017

Venezia

Veneza é como um sonho suspenso na água
Com casinhas de bonecas de profundidade sem fim
Com torres de onde a admiramos fora do frenesim

Chapéus de palha de laços vermelhos
Camisolas às riscas e romântico cantar
É assim que nos apresentam a sua cidade os italianos
Que em gôndolas nos fazem pelos canais deslizar

Chegar a esta cidade é tal impacto
Não sabemos o que realmente esperar
Sair da estação e em contínuo acto
O reflexo na água de majestosos edifícios vislumbrar

As pontes não são apenas meios de unir margens
São obras arquitectónicas que atraem turistas
Os suspiros que um dia se ouviam de uma prisão
São substituídos por outros de paixão por tão belas vistas

A Praça de São Marcos é um acumular de tesouros
A Basílica, o Palazzo, o Museu e a Biblioteca
Deixam qualquer admirador de arte de boca aberta 
E o amante de fotografia perdido no que captar

Obrigada Venezia
Espero um dia regressar 
Recordar a tua perfeita elegância
Que me fez apaixonar 

Susana Lima
18.11.2017

Praça de São Marcos e ilha de São Giorgio Maggiore vistos do Campanário de São Marcos, Veneza, Itália

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sensações

É como um pincel carregado de tinta
Que pinta o céu e tinge o mar
É um círculo que tudo abrange e tudo toca
Que aquece o corpo, a alma e o ar

Essa roda vermelha, laranja, amarela
Transborda beleza em cada mutação
Transforma a água límpida em aguarela
Que se exibe a cada ondulação


Susana Lima
07.10.2017

Praia de Espinho, Aveiro, Portugal



domingo, 12 de março de 2017

Mar Português

É como uma vitamina
O som do rebentar das ondas
O cheiro a maresia
Como é que a fúria do mar transmite tal calmaria?

O batimento do coração é leve
A respiração é tranquila
A cabeça cheia de pensamentos
Livre de problemas e tormentos

Que país abençoado este
Banhado de boa energia
Acompanhado da luz do sol
Que doira o mar de alegria

Susana Lima
11.03.2017

Foz do Douro, Porto, Portugal

domingo, 15 de janeiro de 2017

Senhor da Pedra

Há muito tempo que é cristão
Mas começou por ser pagão
Sob um rochedo, esse altar
Que se ergue entre as ondas a rebentar

Quando o mar se encontra recuado
É possível a sua visita
Nessa praia que é da Europa
A décima mais bonita

Lêem-se dizeres em azulejo
De cada lado da entrada
É capela pequena mas vários santos vejo
Assim como areia por pés transportada

Para sair do rochedo é uma aventura
Com o mar a subir e a espuma a escorrer 
Sem molhar os pés é tarefa que perdura
Não há outra solução que não correr

A situação desponta gargalhadas
Entre pessoas desconhecidas
Que tinham em comum o desejo de visitar
O Senhor da Pedra, em Miramar

Susana Lima
14.01.2017

Senhor da Pedra, Praia de Miramar, Vila Nova de Gaia, Porto, Portugal