Fiz silêncio.
Porque só no silêncio é possível ouvir.
Então, vi-as. Vi-as porque as ouvi.
E de repente o mundo, que era vazio, tornou-se cheio.
Chamam-me com o seu canto.
Mas logo estendem as asas e partem.
Acariciadas pelo vento.
Guiadas pela luz.
Porque essa é a sua natureza.
Não pertencem a ninguém.
Nem mesmo a mim.
Que escuto o seu cantar.
Susana Lima
14.01.2021
| Pardal doméstico no telhado de uma casa em Lourosa, Aveiro, Portugal |
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