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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Desprotegidos

Pensamos eleger alguém para o poder
Que faça o que não podemos fazer
Chega a hora e ficamos sem chão
Não temos organização, não temos protecção

Não há controlo sobre o fogo
Não há indicação de segurança
Casas, florestas, consumo de tudo
Famílias destruídas, sem esperança

Ajudas são enviadas
Mas não chegam ao destino
Como podemos confiar?
Encontrar aqui sentido?

Não há culpabilização
Não há responsabilidade
Com danos impossíveis de recuperação
Com vidas que se perderam em tenra idade

Resta sermos nós a compensar 
A lacuna do trabalho de outrem
Engolir em seco e acreditar
Que no Governo temos alguém

Quanto mais sangue será derramado
Até isto acabar?
Quanto mais território será queimado
Até o país não ter como respirar?
Quanto mais negro terá de se tornar o céu
Até não vermos a luz?
Quanto mais tempo teremos de suportar o peso desta cruz?

Susana Lima
15.10.2017

Céu coberto de fumo na Praia de Espinho, Aveiro, Portugal



domingo, 14 de agosto de 2016

Auto-destruição

Antes fosse só desastre natural
O fogo que consome a natureza
Mão criminosa, como será normal
Atacar o que é digno da nossa defesa

O que antes era verde de frescura
Agora está a cinza reduzido
Dá tristeza tamanha secura
E pensar nos animais que terão morrido

Atentado contra a natureza
É também contra a humanidade
Pessoas desesperam por salvar bens da sua pertença
Que conquistaram e preservaram até àquela idade

Como é possível tal maldade?
Matar e prejudicar tantos seres vivos?
Será que pensam que assim alcançam felicidade?
E que não precisam do que destroem para se manterem vivos?

Eventualmente tudo irá passar
E recordaremos que o céu é azul
Mas não basta o fumo dissipar
Algo tem drasticamente de mudar!

Susana Lima
13.08.2016

Incêndio em pinhal por trás de campo de treinos na Cidade de Lourosa, Santa Maria da Feira, Aveiro, Portugal